Covid-19: Prevenção e qualidade do ar
Design sem nome (3)

O coronavírus é uma ameaça, e continuará sendo durante um bom tempo. Para minimizar os efeitos contagiosos do vírus é importante estar atento também ao sistema de climatização.

Projetos de ventilação e renovação de ar promovem as trocas gasosas que mantêm a qualidade do ar. Normas determinam que para ambientes comuns com aglomeração de pessoas como shopping centers, supermercados, cinemas, teatros e escritórios corporativos deve haver vazão mínima de ar renovado em até 30% de todo ar insuflado pelos equipamentos de ar condicionado. Essa porcentagem confere por volta de 1 a 3 trocas de todo ar interno do ambiente. No melhor dos casos, o ar estacionado nesses ambientes permanece durante no máximo 35 minutos, se tomarmos como base estudos que comprovam a contaminação através do ar, é um tempo consideravelmente alto para que o vírus se dissemine e contagie outros ocupantes do local.

Uma medida adotada por algumas clínicas e hospitais é aumentar a vazão de ar circulado no ambiente e consequentemente o número de trocas gasosas. Essa aplicação faz com que os ambientes fiquem contaminados por menos tempo, dessa maneira uma esterilização em todas as superfícies de contato já pode prevenir a contaminação de uma próxima pessoa em um prazo de poucos minutos.

A aplicação de sistemas de filtragem no insuflamento e exaustão também são fatores cruciais utilizados em UTIs e hospitais de campanha, porém devido ao alto custo do filtro HEPA (99,9% de filtragem do ar) e equipamentos adjacentes necessários para correto dimensionamento inviabilizam financeiramente o investimento para utilizações em clínicas menores e ambientes corporativos.

Todas as medidas adotadas não são definitivas, e não tem eficiência comprovada a partir de estudos, porém é mais uma medida preventiva para quem não pode ficar sem trabalhar durante esse período.

Planese Engenharia de sistemas térmicos 2020. Design: Thapcom